A gestão do prefeito de Mucuri, Robertinho, segue cercada de controvérsias, após a revelação de que o município acumula R$ 26 milhões em restos a pagar, provenientes de contratos firmados pela própria administração, uma nova declaração do gestor acende o alerta da comunicação!
Em meio a essa situação, uma recente declaração do prefeito durante uma reunião gerou ainda mais indignação:
“A publicidade não é prioridade”, afirmou Robertinho, desprezando a comunicação como um pilar da transparência administrativa.
A imprensa e a transparência pública
A postura do prefeito tem sido amplamente criticada por veículos de comunicação, que destacam que a publicidade institucional é fundamental para assegurar que a população esteja informada sobre os atos da administração pública.
O princípio da publicidade é um pilar do direito administrativo que garante a transparência e a acessibilidade às informações da Administração Pública, sem a publicidade e os veículos de imprensa, a gestão do prefeito Robertinho corre o risco de entrar em uma nova fase.
Ignorar sua importância é, segundo especialistas, um retrocesso para a gestão pública e para a democracia.
Esse desprezo pela publicidade é agravado pelas dúvidas que pairam sobre a condução de contratos e pagamentos no município.
Restos a pagar e a gestão financeira
O montante de R$ 26 milhões em restos a pagar reflete, segundo críticos, um descontrole financeiro e uma má gestão de recursos públicos. Esses valores representam compromissos assumidos pela própria administração que não foram quitados, comprometendo o orçamento e gerando incertezas entre fornecedores, prestadores de serviços e a população.
Entre os setores mais impactados, está a comunicação, e as empresas de publicidade relatando atrasos e dificuldade em receber por serviços já executados. A situação evidencia uma possível falta de planejamento e prioridade para a transparência administrativa, especialmente em um município que deveria ser um dos motores de desenvolvimento da Bahia.
Chamado à fiscalização e denuncias no MPBA, MPF e TCM.
A postura de Robertinho tem motivado apelos à atuação de órgãos de controle como o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e o Ministério Público (MP), além de pedidos para que o Ministério Público Federal acompanhe de perto os contratos e pagamentos realizados pela prefeitura, já que muitos dos contratos foram firmados tendo como garantia recursos e repasses do FPM.
Uma auditoria nos setores de compras e contratos do município poderia trazer luz a possíveis irregularidades que impactam diretamente o desenvolvimento local.
Críticas contundentes à gestão
A comunicação institucional, que deveria ser prioridade para assegurar o acesso à informação, tem sido tratada como secundária, contrastando com os princípios básicos de uma administração pública eficiente e transparente.
A declaração do prefeito Robertinho sobre a falta de prioridade para a publicidade não apenas desvaloriza o papel da imprensa, mas também reforça um comportamento que ameaça a credibilidade de sua gestão.
A população de Mucuri, que depende de informações claras e confiáveis, merece respostas e ações concretas para reverter o cenário atual. Transparência não é apenas uma opção, é um dever de todo gestor público.













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