A desaprovação do governo Lula ultrapassa a marca de 50%, impulsionada por preocupações crescentes com o déficit fiscal e a inflação persistente. Especialistas apontam que a confiança do mercado está em declínio, o que pode impactar diretamente
os investimentos para o próximo semestre.

Brasília – Tá ficando difícil segurar as pontas. O otimismo que marcou os primeiros anos do governo Lula deu lugar a um aperto no peito — e no bolso. A inflação voltou a assombrar a mesa do trabalhador, e o medo de que as contas públicas virem uma cratera já passou de 50% entre os brasileiros.
Comida mais cara. Gasolina nas alturas. E a sensação de que o salário não dá mais pra nada.
Dados recentes mostram que o IPCA disparou 0,88% só em março. Na ponta do lápis do povo, isso significa: o tomate subiu mais de 20%, a cebola foi nas alturas, e encher o tanque virou luxo. O acumulado em 12 meses já beira os 4,5% — o limite do aceitável. Depois disso, é descontrole.
Enquanto isso, o governo anuncia pacote bilionário pra tentar conter a sangria. Mas a conta não fecha. Foram R$ 30,5 bilhões em promessas que, no fim, só aumentam o fantasma do déficit fiscal.
E o mercado, que já andava desconfiado, agora virou as costas. Investimentos previstos pro segundo semestre estão por um fio. Sem investimento, não tem emprego novo. Sem emprego novo, não tem esperança.
A confiança do consumidor até ensaiou uma subida, mas a economista Anna Carolina Gouveia, da FGV, avisa: “Se a inflação continuar, o pessimismo vai dominar”.
O resultado? A desaprovação ao governo ultrapassou os 50%. E não é por ódio. É por cansaço. É por ver o leite, o café, a carne e o sonho ficarem mais caros a cada dia.














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