Audiência em Sigilo reacende esperança por justiça, Recentemente, foi realizada uma audiência em sigilo para preservar a integridade física dos moradores. foram apresentado relatorios escrituras e documentos para O Ministério Público que segue firme na tentativa de restabelecer a ordem e assegurar às famílias os seus direitos.
Camaçari, Bahia – O bairro do Malícia, em Camaçari, tornou-se palco de um conflito violento, onde famílias pobres enfrentam a ação de policiais armados e milicianos que tentam expulsá-las de suas casas à força. Apoiados por uma empresa de construções e com supostas ligações ao poder público, os agressores agem com impunidade, destruindo propriedades e aterrorizando moradores.

Ataques Violentos e Ameaças de Despejo
No dia 15 de janeiro de 2025, um grupo fortemente armado, liderado pelo policial Bacelar, invadiu a comunidade acompanhado de uma retroescavadeira e destruiu o alambrado de um campo público, usado por crianças e famílias. Os moradores relatam que homens encapuzados e armados circulam pelo bairro, intimidando quem resiste às ordens de despejo emitidas pela Atrium Construções e Empreendimentos Ltda.

“Eles chegam armados, dizem que temos que sair ou morrer. eles chegaram de madrugada e derrubaram alambrado destruiram o campo de futebol das crianças do bairro, Não temos para onde ir, essa casa é tudo o que temos”, desabafa, mãe de três filhos, que vive no Malícia há mais de 15 anos.
A Cumplicidade?
Apesar da Prefeitura de Camaçari ter reconhecido a posse da comunidade atráves dos investimentos realizados e melhorias no local, a milícia age com aparato policial e suposto respaldo jurídico. A empresa Atrium, que alega ser dona das terras, mas os moradores denunciam que a violência vem antes de qualquer decisão judicial.
“Isso é grilagem moderna. Eles querem nos expulsar para lucrar com a terra, e usam policiais e pistoleiros para isso”, acusa João*, líder comunitário.
Audiência em Sigilo e Medo de Represálias
Devido às ameaças, uma audiência foi realizada em sigilo para proteger testemunhas. O Ministério Público (MP-BA) acompanha o caso, mas a lentidão das ações deixa as famílias em desespero. Enquanto isso, retroescavadeiras continuam a destruir casas e áreas comunitárias.
Resistência e Apelo por Justiça
A comunidade, que há mais de 20 anos ocupa a área, não pretende ceder. Organizações de direitos humanos e movimentos sociais pressionam por intervenção federal, já que a polícia civil e militar não agem contra os próprios agentes envolvidos.
“Ou o Estado age agora, ou teremos mais famílias despejadas à força, mais sangue derramado”, alerta uma advogada que acompanha o caso.
Enquanto isso, o terror continua. E o silêncio das autoridades é cúmplice.















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